Projeto GNOME Iniciando minha peregrinação pelas palestras de hoje, fui ao Auditório da Geografia para assistir à palestra sobre o Projeto GNOME. John Wendell mostrou um pouco de como se organizam as divisões do Projeto e as áreas que precisam de mais colaboradores. As áreas mais carentes são a de arte e de documentação.
Python no celular A Nokia disponibiliza um ambiente Python para seu sistema Symbian. A palestra mostrou a utilização de um console remoto (via bluetooh). Esta solução permite acesso a todas as funções do sistema Symbian, através de bibliotecas python.
Como exemplo, Iuri, o palestrante, tirou screenshots das telas de seu celular, gravou sons e tirou uma foto da platéia. Tudo através do console de seu notebook e enviando via bluetooh para as pessoas na platéia.
Como introdução ao Python, Iuri sugeriu o livro Diving into Python que está disponível gratuitamente em http://diveintopython.org/ e o livro Mobile Python, de Jürge Scheible e Ville Tuulos.
A cobertura deste evento terá uma novidade: adicionei na barra lateral a agenda das palestras que pretendo assistir no CESOL. Através dela, vocês podem acompanhar o que está por vir no blog.
Acompanhem também notas curtas no meu twitter: http://www.twitter.com/xisberto. Só não adiciono o feed do twitter aqui porque ele é muito lento.
Para ver a agenda completa, visitem a grade no site do evento. Vejam que coloquei na agenda algumas palestras "sobrepostas", o que significa que poderei assistir a uma ou a outra, ainda não decidi. Vocês leitores podem sugerir a preferência por uma ou outra palestra nesta situação.
Se alguém quiser também algum detalhe sobre outra palestra que não esteja na grade, aceitarei sugestões pelo twitter e por comentários no blog.
Gostaria também que outros colegas do blog ou da turma que forem participar se propusessem a relatar também sua participação.
Acontece na UFC de 19 a 23 de agosto o CESOL - Congresso Estadual de Software Livre do Ceará. Como de costume, vou escrever aqui relatos das palestras que assistir. Dependendo do nível de rendimento, podem ser posts inteiros sobre uma palestra ou apenas um post com o resumo do dia.
Tentarei também tirar algumas fotos e vídeos também, mas meu celular não é essas coisas todas em qualidade da câmera.
Alguns dias atrás, vi no Lifehacker como construir um Suporte para Laptop. Na verdade, o artigo leva a um álbum do flickr que mostra alguns detalhes do suporte montado.
Claro que fiquei muito interessado em ter um, já que a exaustão de ar dos notebooks se dá por baixo, e nem sempre há espaço suficiente para que o ar escape. É bem fácil de se fazer, a coisa mais difícil foi encontrar o material.
O que é necessário e onde comprar em Fortaleza Primeiro procurei as grades. São grades para fazer estantes, que são montadas com conectores de plástico. Ninguém que eu conheço sabia onde comprar, então eu tive de ir passear no Centro de Fortaleza até encontrar um loja que vendesse.
Aqui está um link para a localização da loja. Ela fica perto do cruzamento da Rua Guilherme rocha com a 24 de Maio. É bem pequena e só vende isso: material para estantes. Comprei duas grades quadradas (8x8 quadrados) e uma menor, 2x8 quadrados. Custou R$2,50 cada grade grande e R$2,00 a menor.
As abraçadeiras eu demorei menos a encontrar, mas é mais difícil de achar no mapa. Aqui tem um mapa da região. É uma loja de material elétrico e hidráulico que fica entre a Praça do Ferreira e os Correios. A loja fica numa esquina, possivelmente na qual a Rua São Paulo termina e começa a Rua Visconde de Sabóia. Eu não lembro olhando de cima. As abraçadeiras custam 8 centavos a unidade. Comprei um cento, nunca se sabe quando serão úteis na hora de prender o irmão menor na mesa da cozinha.
A montagem A montagem é fácil. Só precisei de 6 abraçadeiras. Primeiro juntei a grade menor a uma das maiores. Colocando a segunda maior por cima, dá pra ter uma idéia da inclinação final. Pelas fotos, dá pra ver que fixei a parte de cima da grade menor no segundo quadrado da grade que fica por cima. Colocar no terceiro deixa muito baixo. Colocar no final da grade não aumenta muito a inclinação.
A única coisa que ficou faltando foi pensar num mecanismo que permita encaixar e desencaixar as grades com facilidade, para ter alguma flexibilidade em relação à altura. Idéias são bem-vindas.
Outra coisa que pode adicionar um toque a mais de refrigeração é um ventilador alimentado pela USB, que poderia ficar por debaixo do notebook, entre as grades. Esse aí eu tenho quase certeza que em Fortaleza não se compra.
Hoje circulam na Internet cursos de nível superior dados por professores de 200 das melhores universidades do mundo, todos na íntegra e de graça. Nessa nova modalidade de educação a distância, ninguém ganha diploma no final, mas qualquer um passa a ter livre acesso ao supra-sumo da produção acadêmica, daí sua relevância. Tais cursos contribuem para elevar o nível de informação da rede mundial, além de ser uma preciosa fonte de conhecimento para gente sem tempo, dinheiro ou ambição para ingressar um curso tradicional.
Uma pesquisa da universidade de Yale, traçou um perfil de quem chega ao final desses cursos. São pessoas em busca de um aprimoramento na educação formal, e também gente sem nenhuma conexão direta com o tema das aulas. São sociólogos em cursos de química e matemáticos nos de arquitetura, que acompanham as aulas com o único propósito de "expandir os horizontes intelectuais".
Estes cursos, no entanto, não substituem os convencionais, apesar das aulas filmadas e disponibilizadas na Internet. Pois os estudantes não têm aulas práticas e contato direto com os professores, pressupostos básicos para uma boa educação. Mas alguns professores respondem questões por email, indicam livros e execícios, e promovem encontros on-line. Para as universidades, oferecer aulas gratuitas é uma maneira de divulgar seus nomes em outros países.
Segue abaixo os endereços dos cursos nas universidades mais acessadas:
Hoje pela manhã não houve muitas palestras, me restou ficar na net e passear pelos stands do térreo.
À tarde no palco da robótica houve uma palestra sobre robôs do Lego, mas não consegui assisti-la porque começou enquanto eu almoçava, daí não consegui um local na bancada para participar da montagem dos robôs. Pelo menos gravei um vídeo de um dos robôs caminhando por um traçado.
Depois fui assistir à palestra "Instalando Linux no Playstation", com Flavio Buccianti, que trabalha como Engenheiro de Software no LTC (Linux Technology Center) da IBM.
Flávio começou falando sobre o hardware do PS3, que tem um processador Cell, derivado do PowerPC (que é de arquitetura RISC, da família dos que equipavam os antigos Macs), com 8 espaços para processadores adicionais disponíveis. Ele suporta firmware para "OtherOS", desenhado para ser open, mas vem com o "Game OS" instalado por padrão. Do ponto de vista do Linux, o PS3 é um PowerPC 64, e ele já tem suporte desenvolvido para esta arquitetura.
A maioria das distribuições Linux funciona no Playstation, o YellowDog foi a primeira a ser adaptada. A adaptação inclui adaptar o código para que o programa possa trabalhar de maneira distribuída nos oito processadores do Cell.
A Sony pensou no Playstation como a única central de entretenimento da casa. Daí ele tem tantas conexões de vídeo. A instalação do Linux cria um ambiente de dual-boot, e o console passa a ter o Game OS e o linux na mesma máquina.
Há também um simulador do Cell, testado e homologado no Linux Fedora, mas que alguém dedicado pode instalar em outras distros Linux. Este simulador não garante desempenho algum, ele é mais voltado para os testes nos fontes dos programas distribuídos.
Depois, à noite começou a palestra do Marcos Pontes contando a história dele, de como ele entrou no programa espacial e se tornou um astronauta. Muito legal os comentários dele sobre as sensações que ele passou, com destaque para a descrição dele sobre a entrevista que foi a terceira fase do proceso de seleção.
Depois da palestra começou a apresentação da peça teatral "Tela Azul" produzida pela 4Linux sob uma licença Creative Commons e que futuramente estará disponível pela Internet. Jon "Maddog" participou da peça, que é uma comédia muito engraçada. Capturei alguns vídeos dela, que podem ser vistos no YouTube aqui e aqui.
Houve também uma tentativa de quebra de recorde de overclocking. Não sei que tipos de limitações foram exatamente impostos a esta tentativa, só sei que o processador era um Intel (não lembro se um Core 2 Duo ou um Core 2 Quad). Mas houveram várias telas azuis como esta abaixo:
Hoje pela manhã fiz o principal programa de toda pessoa que visita São Paulo: fui conhecer o centro da cidade e a 25 de março. Daí nada de Campus Party. À tarde, já mais cansado e com o HD quase todo cheio, não assisti a muitas palestras, fiquei mais concentrado em gravar algumas coisas em DVDs.
A primeira palestra que assisti foi a do Mazoni - presidente do Serpro - que começou falando sobre os novos parâmetros que a informática nos trouxe, em convergência, ambigüidade e cooperação. Ele abordou os conceitos da cooperação na alma do Software Livre.
Outro ponto citado pelo palestrante foi a liberdade de uso, que permite a utilização do software em si, e não reflete simplesmente uma permissão de uso limitada fornecida por uma licença de software proprietário.
A palestra seguiu pelas outras liberdades dos softwares livres, focando as mais diferentes aplicações possíveis por conta das liberdades de acesso, modificação e redistribuição do código fonte.
Mazoni falou ainda sobre a importância do conhecimento aberto para o desenvolvimento tecnológico falando sobre a maneira de trabalhar de Santos Dumont, e sobre a grande reclamação que existe sobre empresas que utilizam software livre internamente e não devolve código algum para a sociedade.
Depois eu não fui a mais nenhuma outra palestra - embora tenham ocorrido da Caixa e do Ginga da TV Digital lá no palco do Software Livre - eu só tentava converter os áudios gravados no celular para um formato normal, mas a única coisa que aprendi com isso é que eu posso gravar vídeos em vez de áudio.
Depois começou a palestra mais comentada do Campus Party, envolvendo blogueiros e jornalistas, a briga de gigantes que está rolando na Internet atualmente. Como um blogueiro amador assumido, cheguei apenas no fim, e achei que o fato de ninguém responder as perguntas e falar muito se devia ao RedBull oferecido em vez de água.
Logo em seguida começou a palestra do Jon "maddog" Hall, a que eu mais esperava. Ele falou sobre como ganhar dinheiro com Softwares Livres. Ele começou a falar sobre a importância do software em relação ao hardware. No início da existência dos computadores, os softwares eram escritos exclusivamente para o hardware onde rodava, o que dava ao software um status de serviço, e não produto.
Com o software vendido como produto, esse paradigma mudou e facilmente o consumidor é transformado em um escravo daquele software, pelas formas que o fornecimento de softwares como produtos é feito.
Sobre as maneiras de se ganhar dinheiro com Software Livre, ele começou falando como construir suas carreiras ao redor do Software Livre. A primeira maneira citada foi se tornar um administrador de algum sistema, desde serviços baseados na Web, passando por Banco de Dados até os servidores internos de empresas. A segunda maneira citada foi se tornar um desenvoveldor de softwares livres, trabalhando com softwares específicos para necessidades específicas de empresas.
Outras áreas de interesse citadas foram: grandes computadores, sistemas embarcados, engenheiro de testes, analista de sistemas, dentre outros, a maioria girando em torno do conceito de software como serviço agregado a um produto ou movimentar a economia local.
Eu estou cada vez mais cansado com todo o movimento por aqui. Estou dormindo oito horas normais, mas acho que precisarei de mais do que isso por conta do chão duro. E agora que estou vendo que a palestra do Maddog me fez perder o jantar, tomara que não tenha terminado.